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Vitorino Nemésio

Vitorino Nemésio nasceu a 19 de Dezembro de 1901, na Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores.
Fez os seus estudos primários e secundários na Praia da Vitória, Angra do Heroísmo e na Horta, vindo a concluir o liceu em Coimbra em 1921.

Para o prosseguimento de estudos, inscreveu-se inicialmente na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Mais tarde, trocou o curso em que se tinha matriculado pelo de Ciências Histórico Filosóficas, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 1925, matricula-se no curso de Filologia Românica, curso que terminou na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1931, com elevada classificação, dando de imediato início à sua carreira académica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, leccionando literatura italiana e, mais tarde, literatura espanhola.

Em 1934, doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A mocidade de Herculano até à Volta do Exílio.

Leccionou ao longo de quase 40 anos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Do seu vasto curriculum académico contam-se, ainda, passagem pela Bélgica, na Universidade Livre de Bruxelas, onde leccionou de 1937 a 1939 e pelo Brasil, em 1958.

A 12 de Fevereiro de 1926, casa em Coimbra com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem teve quatro filhos: Georgina (Novembro de 1926), Jorge (Abril de 1929), Manuel (Julho de 1930) e Ana Paula (final de 1931).

Vitorino Nemésio foi autor e apresentador do conhecido programa televisivo Se bem me lembro, que deu a conhecer e popularizou a sua figura junto do grande público e, dirigiu, ainda, o jornal O Dia, entre 1975 e 1976.
Destacou-se como um dos grandes escritores do século XX recebendo o Prémio Nacional da Literatura em 1965 e o Prémio Montaigne em 1974.

Da sua obra destaca-se, entre outros, o romance Mau tempo no Canal, um dos mais aclamados da sua época.

Faleceu a 20 de Fevereiro de 1978, em Lisboa.
Pouco antes de morrer, Vitorino Nemésio pediu ao filho para ser sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra e, que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados. O seu pedido foi respeitado.

Casa Vitorino Nemésio

A Casa Vitorino Nemésio não pretende ser apenas um espaço museológico. A sua criação teve por objectivo a provocação dinâmica para o estudo da personalidade e da obra, de um dos maiores escritores do século XX.

Assim, reservaram-se espaços para o visionamento de vídeos alusivos a Vitorino Nemésio, com particular destaque para o programa televisivo que o celebrizou, o Se bem me lembro e para o contacto directo com a sua obra literária.

Apesar de não ter como objectivo principal ser um museu, a perspectiva museológica não foi descurada. Assim, na casa podem-se observar alguns pertences nemesianos, bem como uma série de painéis ilustrativos de época, que possibilitam, por um lado vislumbrar a Praia de Nemésio, e por outro fazer o enquadramento de algumas passagens da sua obra. Musealizado por excelência encontra-se o espaço da cozinha. Aqui se pode observar um considerável espólio de utensílios domésticos, que permitem visualizar como seria o quotidiano da casa.

A casa dispõe ainda, de um espaço que se destina a estabelecer um elo de ligação ao Centro de Estudos Nemesianos da Universidade dos Açores, de forma a possibilitar um estudo mais aprofundado da obra deste escritor.

É ainda possível visitar a oficina de marcenaria, local onde se recorda a profissão do avô de Nemésio.

Sala de Informática

A Casa dispõe de um espaço que se destina à pesquisa on-line sobre a vida e obra de Vitorino Nemésio. Aqui pode-se estabelecer um elo de ligação ao Centro de Estudos Nemesianos da Universidade dos Açores, de forma a possibilitar um estudo mais aprofundado sobre este escritor.
Importa aqui fazer referência ao painel que exprime o sentimento saudosista da população da Vila das Lajes, aquando da substituição dos campos de trigo pela pista de aviação Inglesa, por volta de 1941.

Sala Multimédia

Esta sala destina-se ao visionamento de vídeos sobre a obra de Nemésio, em particular, a produção da RTP Açores, que teve por base a obra emblemática de Nemésio,”Mau Tempo no Canal” e o programa televisivo que o aproximou do grande público Se Bem Me Lembro, entre outros.
Aqui se encontra um painel da Urbe Praiense de inícios do século XX, várias imagens de Nemésio no seu quotidiano, na Terceira, (tocando violão, cavalgando e passeando na natureza da ilha), um busto do autor e o desembarque de dois barcos no porto da Calheta em São Jorge. É, ainda, de salientar a cadeira e carrinho de bebé que pertenceu a Vitorino Nemésio, cedida pelo seu filho Manuel Nemésio.

Sala de Leitura

Neste espaço encontra-se disponível a Obra Completa de Vitorino Nemésio, e aqui o visitante pode deleitar-se com a leitura dos textos do autor.
Era conhecida a paixão de Nemésio pela música e, neste espaço, está uma das guitarras, com a qual Vitorino Nemésio se recriava. Foi amavelmente cedida pelo seu filho Manuel Nemésio.

Esta agradável sala dispõe, ainda, de painéis da Praça Francisco Ornelas da Câmara e os Paços do Concelho do início do século passado, uma referência ao trabalho agrícola do Ramo Grande e uma inteligente alusão à sua obra mais conhecida “Mau Tempo no Canal”, com o retrato do canal Pico-Faial.

A coroa do Espírito Santo que aí se encontra, assinala um episódio marcante da infância de Nemésio. Por motivos de doença de seu pai, a sua mãe Maria da Glória Mendes Pinheiro prometeu uma coroação em louvor da Santíssima Trindade, caso este melhorasse, o que viria a suceder. Esta coroa foi concebida e enviada dos Estados Unidos para esse efeito, acabando, no entanto, por não ser utilizada no dia da coroação, em virtude do atraso do barco que a transportava para a ilha Terceira. Também esta peça foi gentilmente oferecida por Manuel Nemésio.

Neste espaço, podemos, também, contemplar um retrato de Nemésio, em pastel, da autoria de Victor Câmara, adquirido pelo Município, produzido em S. Miguel, aquando de uma visita feita pelo autor de Mau tempo no Canal, pouco tempo antes falecer.

Cozinha

Musealizada por excelência está a cozinha da casa, podendo nela observar-se utensílios da cozinha tradicional terceirense, perpetuando os modos de vida de outros tempos.

Jardim e Carpintaria

No espaço do jardim da casa, encontram-se vários trabalhos esculpidos em cantaria, entre eles, duas pias, um fogão de lenha, um espaço onde eram mantidos os animais da casa, um torreão com vista para parte da urbe Praiense e um memorial a Nemésio da responsabilidade do artista plástico Ramiro Botelho. Este espaço foi idealizado para a realização de eventos culturais.
A carpintaria tem o intuito de lembrar a actividade do avô do escritor que era marceneiro, mostrando-nos um pouco dessa vivência e as ferramentas utilizadas nesse trabalho.

Morada

Casa Vitorino Nemésio
Rua de São Paulo nº 7, Santa Cruz, 9760 Praia da Vitória

Contactos

Telefone: 295 545 607
Gabinete da Cultura: 295 545 601

Câmara Municipal da Praia da Vitória 2017
Praça Francisco Ornelas da Câmara | 9760-851 Praia da Vitória
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